Inaugurado em 1897, o Teatro Esperança é o terceiro mais antigo do estado do Rio Grande do Sul e ao longo de sua história teve um papel de extrema importância na cultura não apenas local, mas também do Brasil. Em seu palco atores profissionais e amadores, bailarinos, músicos e tantos outros apaixonados pela arte construíram e ainda constroem, em seus diferentes estilos, os diversos capítulos que fazem parte da história deste importante patrimônio de Jaguarão. Hoje, embora em funcionamento, sua estrutura encontra-se comprometida, resultado de décadas de abandono.
Mas nesta semana o Prefeito Cláudio Martins anunciou uma notícia positiva sobre o futuro do prédio. “Em janeiro deste ano daremos início ao processo de restauro do Teatro Esperança. Uma obra que chega através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas com investimentos de R$ 1.129.947,70 (um milhão cento e vinte nove mil, novecentos e quarenta e sete reais com setenta centavos)”, anunciou.
Cláudio Martins destaca que colocar Jaguarão na rota do PAC foi um dos compromissos assumidos em campanha e explica que esse é o primeiro recurso recebido após a adesão ao PAC das cidades históricas. Ele ainda ressalta que o governo federal já anunciou o resultado do processo licitatório conduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A empresa vencedora é a MARSOU ENG. LTDA, a qual já está assinando o contrato com o IPHAN. Ela é uma empresa de Goiânia, que está trabalhando em Pelotas na restauração do Mercado Público e no Casarão Seis no entorno da Praça Cel. Pedro Osório, que é tombado pelo IPHAN.
O Diretor de Patrimônio Histórico do município, Alan Melo, destaca que essa obra é de extrema importância para a história de Jaguarão. “Esta obra chega em um ótimo momento, pois é lamentável o estado em que encontra-se o Teatro Esperança. São décadas de abandono que resultam neste estado de deterioração de toda sua estrutura”, enfatiza o Diretor colocando também que o investimento realizado no ano de 2001 foi muito pequeno, em torno de R$25.000,00 e contribuiu para agravar ao longo do tempo os seus problemas.
Alan explica que o processo de restauro será feito em etapas e nesta primeira os trabalhos serão realizados em áreas críticas como o telhado, cobertura, camarotes, pintura mural artístico no teto e piso.
O Secretário de Cultura e Turismo, Carlos José Machado está otimista com a obra de restauro e destaca outras obras que deverão iniciar em breve. “Essa é a primeira obra de outras que acontecerão em 2010, entre elas o Centro de Interpretação do Pampa”, diz o Secretário que também está com boas expectativas em relação ao Prédio do Mercado Público, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual (IPHAE), assim como a segunda etapa do Teatro Esperança e o prédio da Casa de Cultura.
RELEMBRE:
O município de Jaguarão recebeu em outubro mais uma importante notícia que dialoga com o desenvolvimento e com o patrimônio histórico. Durante o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas ,em Ouro-Preto (MG), no dia 21 de outubro, foram anunciadas as primeiras cidades que serão contempladas pelo programa, entre elas, Jaguarão e Piratini, as únicas do Rio Grande Sul.
Com o objetivo de ampliar o universo potencial de atuação para 173 cidades brasileiras (entre aquelas que já têm monumentos ou centros históricos tombados, e aquelas em processo de tombamento), o PAC das cidades históricas pretende estimular a organização e a mobilização de cada município para desenvolver projetos que possam dinamizar a economia e afirmar o papel simbólico dessas cidades na formação e compreensão do país. O programa do Governo Federal vai beneficiar 32 cidades históricas em 2009 e mais 141 até o final de 2012. Essa iniciativa também visa o desenvolvimento urbano, econômico e social de cada município contemplado e a melhoria da qualidade de vida de seus moradores.
Neste primeiro momento o programa conta com investimentos de R$140 milhões para as ações iniciais que incluem embutimento de fiação elétrica, requalificação urbanística, restauração de monumentos e contenção de encostas que podem afetar patrimônios brasileiros.
TEXTO: DECOM



